10 de dez. de 2009

Só na teoria

Bom galera, desculpe ficar tanto tempo sem atualizar, mas eu estava em uma semana desesperadora, com muitas provas, trabalhos e pouco descanso. But, now I'm here! Estou com vários textos para colocar aqui e minha mente está explodindo de temas e assuntos para escrever =) ! Eu prometo que vou atualizar esse blog com mais freqüencia. Hoje, vou postar um texto que fiz em homenagem à uma amiga que ontem me ligou para conversar. Sem citar nomes, ela foi minha inspiração para esse texto, talvez porque cada uma de nós tenha um pouco de sua personalidade ou já viveu experiências parecidas. Escrevi um pouco rápido, mas espero que gostem.


Ela é sensível, pode-se ver no olhar.
Talvez isso esconda a grande riqueza que existe dentro dela.
Simples e com um coração grande, sua vida é um grande enigma pra si própria, para os outros, para ele.
Sim, ele. Ele que encomoda seu coração. Ele que ocupa seus pensamentos.
E por mais que saiba de toda a teoria de um relacionamento, na prática faz tudo diferente.
Sempre acaba se entregando, como se não tivesse saída. Sempre acaba cometendo os mesmos erros.
Por mais que esteja disposta a mudar, por mais que tente se ajudar.
Sempre deixa o coração levá-la aonde quer ir. Sempre se entrega à sua paixão momentânea.
É algo do qual não consegue se desprender.
Não consegue controlar sua ansiedade e seu entusiasmo diante dele que não lhe oferece nada.
Mas tavez seja isso o motor desse apego que ora vem, e ora vai, e quando vai, só deixa cicatrizes subentendidas, dúvidas que não se calam e mágoas.
Ela se castiga, se culpa de seus comportamentos e não os compreende.
Lutando contra o tempo, busca soluções se afogando em seus pensamentos.
Mas não se lembra que o tempo era aquele e que a hora é agora.
Mesmo que não consiga entender, aquele momento é para ser vivido sem preocupações.
Assim, tudo pode se tornar mais simples... tudo pode se tornar mais único...
Tudo pode se tornar amor.


E para terminar, uma frase que eu amo:                 "Não procure entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. " Clarice Lispector.  Beijos!  Fê.

16 de nov. de 2009

Simplesmente puro e verdadeiro

Oi gente! Hoje vou postar um belíssimo texto de Clarice Lispector. Leiam e desfrutem da mesma emoção que eu senti ao ler. A profundeza das expressões da autora, nos fazem refletir sobre, talvez um dos maiores motivos do fracasso de muitos relacionamentos amorosos. Ela mostra, de maneira singela e sublime, o que acontece quando, muitas vezes, queremos dominar o que temos, deixando transbordar gestos e carências e nos preocupando em obter uma estabilidade já obtida quando estávamos distraídos, quando curtíamos um olhar ou um sorriso. O texto pode ser visto sobre diversas perspectivas. Clarice, de novo, foi mais que feliz em suas palavras baseadas na subjetividade humana. Palavras que entram no mais íntimo do nosso ser. Simplesmente puro e verdadeiro.



Por não estarem distraídos
Clarice Lispector

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

5 de nov. de 2009

Desabafo

Oi gente!

Pra variar, consegui um tempinho para escrever aqui no meio da minha semana a mil por hora! Primeiramente, gostaria de agradecer aos meus queridos companheiros de classe que acessaram meu blog e se tornaram meus seguidores, além de mim. Isso mesmo. Eu virei seguidora de mim mesma. Mas peço paciência, pois ainda estou em fase de adaptação.
Bom, fiquei pensando rapidamente sobre o que eu ia escrever hoje. Não tenho nenhuma novidade, no entanto, nem sempre precisamos de algo novo. Existem pequenos e singelos detalhes em nosso cotidiano que passam despercebidos em meio à correria do dia-a-dia. Ontem, peguei um ônibus em direção à agência na qual faço estágio e sentei no banco mais alto próximo à janela. Enquanto o ônibus seguia seu percurso, abri a janela e senti o vento batendo no meu rosto e junto a isso uma sensação fantástica. Aquilo bastou para que eu me desfizesse, por cinco minutos, de todos os compromissos e deveres que se entrelaçavam na minha louca cabeça. De olhos fechados, pensei na minha vida e, assim como faço todos os dias de manhã, agradeci a Deus por estar ali.
Ao sair do trabalho, já noite, peguei o mesmo ônibus de volta e fui presenteada com uma linda lua cheia. Nunca tinha visto uma lua tão grande e bonita. Parecia estar sobre a água e bem próximo a mim. Meus olhos encheram de lágrima (pra variar) e minha alegria foi multiplicada. Pensei em tudo que acontecera comigo esse ano, todas as derrotas, vitórias, acertos e erros, e me senti grata, pois, além de conseguir tudo o que queria, eu desfrutava ali de um momento simples e curto que me transmitia tanta felicidade. Felicidade essa que muitos não conseguem alcançar durante uma vida inteira. Acho que nunca passou pela minha cabeça que um momento como aquele poderia me proporcionar mais alegria e aumentar minha vontade de viver. A correria do dia-a-dia e o tempo nos consome cada vez mais, fazendo-nos esquecer de olhar para o lado sem ser para atravessar a rua e tornando-nos incapazes de apreciar o outro lado da vida e a felicidade que se perde entre nós.
É por essas e outras que vivo minha vida buscando formas para ser feliz em todos os momentos.
Assim minha vida faz sentido.


“Não tenho tempo algum, porque ser feliz me consome.” Adélia Prado

26 de out. de 2009

Inauguração

Oi Gentee!

Finalmente, eis me aqui. Depois de uma semana corrida, porém, cheia de surpresas e emoções, consegui fazer algo que queria há muito tempo. Sou apaixonada pelas palavras e admiradora daqueles que tem o dom de escrever e o fazem de maneira tão sublime e emocionante. Não disponho deste dom, porém amo lembrar que sou livre para expressar o que sinto e o que penso com as palavras. Por isso criei este blog, e como disse no início, ultimamente minha vida tem sido uma caixinha de surpresas, o que tem atiçado ainda mais minha coragem e minha vontade de abrir minha mente para novas possibilidades. Esse blog é uma delas, sendo ele o meu diário de cabeceira o qual sempre tive e que resolvi reinventar, inserindo-o nesse vasto mundo virtual. Enfim, o “Diário aberto” é desde já, o reflexo das minhas opiniões, pensamentos e ideias sobre a vida. Assim, todos poderão abrir meu diário e ter acesso ao que penso direta e abertamente. Daí o nome.
E para inaugurá-lo, ai vai um trecho de Fernando Pessoa.

“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue.Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!”