Permanece. Não muda. Não contraria. Não altera. Dorme. Acorda. Dorme. Tudo igual. Nada novo. E a vida caminhando devagar, quase sendo carregada. Momentos passam sem olhar para ela. Correm por ela, pela rua, pela cama, pela música, pelo tempo que voa como um avião sem destino, sem horário, sem pessoas, sem sonhos. A viagem pareceu longa, mas rapidamente chegou-se ao chão. O amanhã se tornou hoje. Hoje já é ontem. Está tarde. Você se encontra perdido, sem força como se estivesse em uma corrida onde já te ultrapassaram. Você está ultrapassado. Passaram por você. Não te viram. Sem esforço. Sem memórias. Você olha para trás e não vê nada, nem ninguém. Resta pouco tempo. Então você corre atrás da linha de chegada. Corre, corre rápido. Volta atrás. Se move. Muda. Contraria. Altera. Acorda. Acorda. Acorda. Tudo novo, de novo. Mas… quando chega… percebe que a linha é de partida.
É, hoje eu estou dramática e um tanto auto-ajuda. Esse texto que escrevi me lembra uma frase de Chico Buarque que tento levar para a minha vida:
“As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas não mudem”
Reflitam.
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